- Esse sorvete parece de amendoim.
- Deixa eu ver.... Não, não tem gosto não!
- Ah! Mas também não tem gosto de Chokito!
- Mas então, era isso que eu tava falando: as pessoas gostam de maneiras diferentes. Mais que isso cada um gosta de sua maneira e quer que a outra pessoa demonstre do jeito que se quer. Eu por exemplo não gosto de ter que dizer que gosto a cada 5 segundos, exigir isso de mim é desgastante.
- Ah! Eu gosto, eu exijo. Acho que depois de um bom tempo de relacionamento não tem motivo de joguinhos, nem esconder o que se sente.
- Hum... não acho que seja essa a questão. Para mim, demonstrar que gosta é falar da sua vida, dividir o cotidiano, para mim isso é suficiente; afinal existe prova maior que se gosta de alguém do que querer dividir com essa pessoa parte da sua vida?
- Daria um bom texto isso.
(...)
-Moça, eu quero um número fácil, tipo aqueles telefones que a gente liga pra pedir sanduíche!
(...)
-Gente, ela sabe a letra de todas as músicas!!
- Ah! Eu também!!
- Ah! Mas aposto que a da Angélica você não sabe, só eu!
- Não sei, mas eu sei o ritmo: naaan na naaaann, paaaammmm
(...)
- Essas coisas ecologicamente corretas são todas caras.
- Salve o planeta e arrasse seu bolso! Mas não... comprei uma blusa do mesmo material da sua e não era mais cara.
- Ecologicamente correta por conveniência.
(...)
- Seu chip queimou.
- Eu não sabia que chips eram coisas queimáveis assim não... quer dizer, pelo menos não tão fácil assim: puff, colocou queimou.
- Imagina saindo até a fumacinha.
- É! E você viu que a moça disse que não tem garantia?
-Pois é, mais uma boa desculpa: então... acontece que meu chip queimou: Chips que queimam nas horas apropriadas, dá até nome de comunidade!
(...)
- Eu gostei dessa parte aqui.
- "Hospitais são sempre cinzas"?
- Ráaaaaaaa, nãaaaaooo: "mas o afeto não era garantia de posse."
(...)
- Mas ele não sabe que a gente sabe que ele tem diabetes.
- Como assim? Que coisa, porque será que nunca contou?
-Minha professora fala que é a síndrome do Super-Herói.
*** Ví, como a gente vai sobreviver à reforma ortográfica?!... Eu ainda escrevo com crase e hífen!
- Tudo gira em torno do sorvete.
- Sim, desde o início... começou com o sorvete
Sorvetes preciosos.
Segunda-feira, Julho 13, 2009
Domingo, Julho 12, 2009
O pequeno menino grande

Foi assim. E eu nunca imaginei. Como dizem, você é o que ninguém vê.
Mas de repente, no meio de um tanto de gente estávamos ali conversando sobre todas as coisas que passaram e as que viriam;mais que isso falávamos de como chegamos até aqui.
E apesar de todos os pesares, de todos os desencontros ele me disse do encontro feliz dele: finalmente chegou. Pelo menos por hora - como dizia a Ângela Ro Ro "Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça". Mas nesse momento merece e isso é algo a ser celebrado.
Meu querido, quantas vezes não demos com os burros n´água? Eu sei que para você é difícil acreditar: quantas vezes você olhou um quadro e achou que era aquele, mas não era nem de perto? Talvez nos desenhamos com tantos detalhes a pessoa especial que quando ela se apresenta, ainda estamos preocupados em desenhá-la. Sei que já rasgou seu desenho, sei que já amassou, sei que já deve até ter borrado com suas lágrimas, mas quiçá tudo isso era o necessário para que aquele desenho se tornasse algo vivo.
A vida foi um bocado injusta, eu sei. Tiraram de você as coisas rápido demais e na mesma velocidade você precisou colocar um mundo nas costas. Nobody said it was easy, mas também ninguém disse que seria tão difícil. Mas veja bem, agora as coisas se encaixam ou pelo menos você pode dizer: Estou feliz, estou contente, estou seguro. Meu querido, não tenha medo: a felicidade nos amedontra, especialmente quando temos a sensação que sempre passa um tufão para destruir a gente, mas pelo menos por hora Here comes the sun little, darling! Sua tempestade chegou ao fim e isso não siginifica que ela não voltará, mas se você pensar bem o arco-íris só existe porque chove quando faz sol.
Dan, quando você me conheceu -nunca vou esquecer disso- disse:" Carol, você é enorme diante dos seus textos, eu te imaginava pequenininha, mas a fragilzinha tá aí dentro". Dan, com muito orgulho eu posso dizer: Você é enorme diante da vida!
"É melhor ser alegre
Que ser triste
Alegria é a melhor
Coisa que existe
É assim como a luz
No coração..."
Que ser triste
Alegria é a melhor
Coisa que existe
É assim como a luz
No coração..."
Terça-feira, Julho 07, 2009
Moscas
"(...) pensei que as pessoas se jogam convulsivamente contra o mundo igual Àquele animal estúpido: fazem barulho, confusão, dão voltas ao redor das coisas sem agarrar nada completamente; algumas vezes confundem um desejo com uma armadilha e caem mortas, apodrecendo sob o refletor azul dentro da jaula."
100 escovadas antes de ir para a cama
100 escovadas antes de ir para a cama
Domingo, Junho 28, 2009
Médicos, companheiros de profissão, como descemos...
"Quando meu pai, medico, aposentou-se há nove anos, disse que estava fazendo aquilo porque a profissão médica havia chegado ao fundo do poço e não agüentava ver a classe descer mais do que aquilo.
Nesses nove anos os salários e ate 0 CH (coeficiente de honorarios), criado para proteger 0 trabalho medico, desvalorizou 308,68% se comparado ao salário minimo (e nos pagamos salários baseados no mínima aos funcionarios); desvalorizou 73,47% pelo IBG (que mede 0 indice de preços ao consumidor/inflação), índice este que sabemos ser maquiado pelo Governo
Federal.
Se 'dolarizarmos' nossas perdas, elas chegam a 351,81%. Como descemos ...
Inicialmente fizemos cortes no orçamento, depois aumentamos a carga de trabalho, passando a dar mais plantões.
Cortamos ferias, nos tornamos "clientes especiais" dos bancos, inicialmente eventuais, hoje cativos. Nao temos tempo sequer para nos organizar. Como descemos! Não podemos !utar sequer na Justiça, pois 0 Judiciário jamais votaria a nosso favor, mesmo que estejamos certos.
Os juízes já votaram seu próprio aumento salarial e, se votassem 0 nosso, poderia não sobrar para eles. Em 1994 um médico recebia R$ 755,00 e um promotor publico R$ 1.300,00. Hoje, 0 medico recebe os mesmos R$ 755,00 e 0 promotor mais de R$ 8.000,00.
Que diferença de responsabilidade ou de um curso faz com que ocorra tal disparidade? Sem falar de vereadores, auditores fiscais e outros cargos que, devido 0 seu poder de autogestão dos salários, foram evoluindo exponencialmente, enquanto nós retrocedemos. Como descemos! E a culpa, de quem é? De nos mesmos! Nós, que deixamos a coisa ocorrer sem reagir.
Talvez devido a celebre frase: 'Medicina é sacerdócio!'. Mas até os padres, hoje em sua maioria vivem bem, comem bem, dormem bem, tem carro, vestem-se bem, viajam.
A culpa e nossa por termos aceitado dar plantões em condições mínimas! Sem água? Compramos água. Comida ruim? Compramos comida. Não há material? Improvisa-se tudo em prol da continuidade do serviço e do paciente. A culpa e nossa por termos criado uma cooperativa médica que pode proteger a todos, menos ao medico.
Veja uma diária hospitalar hoje e há oito anos. Quem protege quem? Os planos de saude aprenderam que não temos tempo para reclamar e pagam 0 que querem, quando querem e se quiserem. Como descemos!
Chegamos no nosso carrinho, cara de cansados, exaustos, na verdade, maltrapilhos e somos atendidos pelo gerente do plano de saude: bem dormido, de gravata, perfumado e de carrao zero as nossas custas. Burros de cangalha é 0 que somos!
O Governo também aprendeu que não temos força para cobrar 0 que e de direito: retira gratificaçõe, suspende pagamentos. E como se fóssemos isentos de obrigações financeiras. Coitados de nós! Como descemos!!!!
Temos medo de pedir um orqamento a um pintor ou pedreiro. Estamos apertados para pagar 0 colégio dos nossos filhos.
Achamos que se continuarmos assim vamos acabar pagando para trabalhar.
Estamos enganados! Ja estamos pagando, pois as noites em claro nos renderam doenças e problemas de saude que nossa aposentadoria do Estado de R$ 400,00 somados ao INSS de R$ 800,00, mais talvez uma previdencia privada, não conseguem cobrir.
Pagamos, porque a nossa ausência em casa na busca de manter um "padrão de vida", não tem preço. Nossos filhos estão a mercê de drogas e maus exemplos, devido ao abandono.
E como dizer aos nossos filhos para estudarem, pois vale a pena? Eles veem 0 exemplo do pai que estudou tanto, fez tantos cursos, passou em tantos concursos e tem uma qualidade de vida tao ruim. E aí vem 0 'BigBrother', as novelas e pessoas que vivem melhor, até de forma ilícita. É difícil fazê-los compreender que 0 que nos mantem em nossa profissao, 0 que nos alimenta a alma e 0 espírito são duas coisas: 0 amor pela prática médica e a incapacidade que temos de reverter todo o investimento que fizemos a mesma.
Se 0 medo é de pagarmos para trabalhar, pode ficar ciente de que ja estamos fazendo isso! Acho que deveríamos ser mais radicais e nao aceitarmos imposições, pois sabemos que estamos totalmente certos!
Temos que ganhar melhor para atender melhor a nossos pacientes. Temos que dormir bem, para atender melhor a nossos pacientes. Temos que estudar e nos atualizar, para atender melhor a nossos pacientes. Queira ou não, tudo isso depende de remuneração."
Paulo Ezequiel.
Retirado da Folha Vascular- Regional São Paulo
Nesses nove anos os salários e ate 0 CH (coeficiente de honorarios), criado para proteger 0 trabalho medico, desvalorizou 308,68% se comparado ao salário minimo (e nos pagamos salários baseados no mínima aos funcionarios); desvalorizou 73,47% pelo IBG (que mede 0 indice de preços ao consumidor/inflação), índice este que sabemos ser maquiado pelo Governo
Federal.
Se 'dolarizarmos' nossas perdas, elas chegam a 351,81%. Como descemos ...
Inicialmente fizemos cortes no orçamento, depois aumentamos a carga de trabalho, passando a dar mais plantões.
Cortamos ferias, nos tornamos "clientes especiais" dos bancos, inicialmente eventuais, hoje cativos. Nao temos tempo sequer para nos organizar. Como descemos! Não podemos !utar sequer na Justiça, pois 0 Judiciário jamais votaria a nosso favor, mesmo que estejamos certos.
Os juízes já votaram seu próprio aumento salarial e, se votassem 0 nosso, poderia não sobrar para eles. Em 1994 um médico recebia R$ 755,00 e um promotor publico R$ 1.300,00. Hoje, 0 medico recebe os mesmos R$ 755,00 e 0 promotor mais de R$ 8.000,00.
Que diferença de responsabilidade ou de um curso faz com que ocorra tal disparidade? Sem falar de vereadores, auditores fiscais e outros cargos que, devido 0 seu poder de autogestão dos salários, foram evoluindo exponencialmente, enquanto nós retrocedemos. Como descemos! E a culpa, de quem é? De nos mesmos! Nós, que deixamos a coisa ocorrer sem reagir.
Talvez devido a celebre frase: 'Medicina é sacerdócio!'. Mas até os padres, hoje em sua maioria vivem bem, comem bem, dormem bem, tem carro, vestem-se bem, viajam.
A culpa e nossa por termos aceitado dar plantões em condições mínimas! Sem água? Compramos água. Comida ruim? Compramos comida. Não há material? Improvisa-se tudo em prol da continuidade do serviço e do paciente. A culpa e nossa por termos criado uma cooperativa médica que pode proteger a todos, menos ao medico.
Veja uma diária hospitalar hoje e há oito anos. Quem protege quem? Os planos de saude aprenderam que não temos tempo para reclamar e pagam 0 que querem, quando querem e se quiserem. Como descemos!
Chegamos no nosso carrinho, cara de cansados, exaustos, na verdade, maltrapilhos e somos atendidos pelo gerente do plano de saude: bem dormido, de gravata, perfumado e de carrao zero as nossas custas. Burros de cangalha é 0 que somos!
O Governo também aprendeu que não temos força para cobrar 0 que e de direito: retira gratificaçõe, suspende pagamentos. E como se fóssemos isentos de obrigações financeiras. Coitados de nós! Como descemos!!!!
Temos medo de pedir um orqamento a um pintor ou pedreiro. Estamos apertados para pagar 0 colégio dos nossos filhos.
Achamos que se continuarmos assim vamos acabar pagando para trabalhar.
Estamos enganados! Ja estamos pagando, pois as noites em claro nos renderam doenças e problemas de saude que nossa aposentadoria do Estado de R$ 400,00 somados ao INSS de R$ 800,00, mais talvez uma previdencia privada, não conseguem cobrir.
Pagamos, porque a nossa ausência em casa na busca de manter um "padrão de vida", não tem preço. Nossos filhos estão a mercê de drogas e maus exemplos, devido ao abandono.
E como dizer aos nossos filhos para estudarem, pois vale a pena? Eles veem 0 exemplo do pai que estudou tanto, fez tantos cursos, passou em tantos concursos e tem uma qualidade de vida tao ruim. E aí vem 0 'BigBrother', as novelas e pessoas que vivem melhor, até de forma ilícita. É difícil fazê-los compreender que 0 que nos mantem em nossa profissao, 0 que nos alimenta a alma e 0 espírito são duas coisas: 0 amor pela prática médica e a incapacidade que temos de reverter todo o investimento que fizemos a mesma.
Se 0 medo é de pagarmos para trabalhar, pode ficar ciente de que ja estamos fazendo isso! Acho que deveríamos ser mais radicais e nao aceitarmos imposições, pois sabemos que estamos totalmente certos!
Temos que ganhar melhor para atender melhor a nossos pacientes. Temos que dormir bem, para atender melhor a nossos pacientes. Temos que estudar e nos atualizar, para atender melhor a nossos pacientes. Queira ou não, tudo isso depende de remuneração."
Paulo Ezequiel.
Retirado da Folha Vascular- Regional São Paulo
Segunda-feira, Maio 18, 2009
Sobre a juventude
Eu tenho uma amiga que quando ela era pequena, ela queria ser cozinheira, costureira, atriz, dona de casa, cantora e médica.Eu fico me questionando até que ponto essa mudança da adolescência não tem uma pequena parte de culpa da mudança da infância, até pra brincar hoje é cômodo. Criança não sai mais na rua, não suja, não rala o joelho e desconhece cada vez mais o valor de cada experiência dessa, porque isso é uma vida real. Muito se tem discutido sobre a influência dos jogos na violência, talvez achem mesmo que depois de um game over as coisas podem voltar ao normal.
Me preocupa a adolescência de hoje. Existe isso que chamamos da Sindrome da Adolescência Normal, em que um dos marcos da adolescência é o pensamento abstrato, a capacidade imaginativa , o ideologismo político e até uma certa megalomania. Mas eu não vejo isso, vejo os adolescentes querendo tão pouco, como uma vida confortável. Não que querer uma vida confortável seja algo ruim, mas eu sempre penso que se no alge da capacidade imaginativa e da construção de sonhos a pessoa quer apenas isso, ela vai ter tão pouco quando chegar lá; sim, porque geralmente conseguimos ou o que desejamos ou um pouco menos. As pessoas querem uma vida medíocre. E lembrar que medíocre não é ser ruim; é ser mediano... é ser comum. Os jovens de hoje tem muito mais acesso a informação e liberdade de se expressar. Mas informação nem sempre implica em conhecimento. Dos milhões de adolescentes, quantos fazem um uso inteligente dessas informações que recebem? É só olhar para a quantidade de sites de fofoca que existe na internet para descobrir a resposta. E mesmo o mundo sendo globalizado, a maioria se rende a cultura de massa (ok, ok, isso é um pouquinho de culpa da globalização, mas a questão é se o mundo é globalizado e temos acesso a diferentes fontes culturais porque não procurar uma nova?)?
E me preocupa mais ainda que na maioria dos movimentos de mudança lá estavam os adolescentes, lá estavam os jovens, querendo ou não eles eram parte de uma força revolucionária e hoje estamos cada vez mais parados, essa força tem cada vez menos poder e isso consegue ser tão incrivelmente catastrófico não apenas porque sabendo que essa força se esvai os políticos terão cada vez menos medo do seu povo, mas também porque as gerações futuras hão de querer cada vez menos. E no fim, não viveremos mais numa verdadeira coletividade e sim cada um em sua bolha tendo como maior sonho da vida o celular tal, a blusa tal, como se o consumo desenfreado fosse capaz de tapar pelo menos um pouquinho do vazio que eles acham que é no coração, mas aqui vai um segredo...: é na cabeça.
Me preocupa a adolescência de hoje. Existe isso que chamamos da Sindrome da Adolescência Normal, em que um dos marcos da adolescência é o pensamento abstrato, a capacidade imaginativa , o ideologismo político e até uma certa megalomania. Mas eu não vejo isso, vejo os adolescentes querendo tão pouco, como uma vida confortável. Não que querer uma vida confortável seja algo ruim, mas eu sempre penso que se no alge da capacidade imaginativa e da construção de sonhos a pessoa quer apenas isso, ela vai ter tão pouco quando chegar lá; sim, porque geralmente conseguimos ou o que desejamos ou um pouco menos. As pessoas querem uma vida medíocre. E lembrar que medíocre não é ser ruim; é ser mediano... é ser comum. Os jovens de hoje tem muito mais acesso a informação e liberdade de se expressar. Mas informação nem sempre implica em conhecimento. Dos milhões de adolescentes, quantos fazem um uso inteligente dessas informações que recebem? É só olhar para a quantidade de sites de fofoca que existe na internet para descobrir a resposta. E mesmo o mundo sendo globalizado, a maioria se rende a cultura de massa (ok, ok, isso é um pouquinho de culpa da globalização, mas a questão é se o mundo é globalizado e temos acesso a diferentes fontes culturais porque não procurar uma nova?)?
E me preocupa mais ainda que na maioria dos movimentos de mudança lá estavam os adolescentes, lá estavam os jovens, querendo ou não eles eram parte de uma força revolucionária e hoje estamos cada vez mais parados, essa força tem cada vez menos poder e isso consegue ser tão incrivelmente catastrófico não apenas porque sabendo que essa força se esvai os políticos terão cada vez menos medo do seu povo, mas também porque as gerações futuras hão de querer cada vez menos. E no fim, não viveremos mais numa verdadeira coletividade e sim cada um em sua bolha tendo como maior sonho da vida o celular tal, a blusa tal, como se o consumo desenfreado fosse capaz de tapar pelo menos um pouquinho do vazio que eles acham que é no coração, mas aqui vai um segredo...: é na cabeça.
Porque a alienação é também uma droga.
Domingo, Maio 17, 2009
Quarta-feira e café
"-É engraçado isso. A gente fica um tempão querendo que o tempo passe mais rápido pra poder chegar logo em um lugar que a gente não sabe onde é e ele passa e você não sabe porque você queria tanto que chegasse ali e você só quer voltar atrás pra poder aproveitar melhor algumas coisas. Estranho né?"
Foi assim que a moça que trabalha aqui em casa disse pra mim, e eu fiquei pensando nas milhões de coisas que estavam por trás disso. Acho que pra ela, dizia respeito sobre como a filha dela tem crescido rápido,mas quando ela me disse isso, foi como se passasse um filme na minha mente (como aqueles que as pessoas dizem ver antes de morrer. Talvez seja coisa de gente nostálgica mesmo, isso de querer ficar revendo as imagens na mente e pensando: "Nossa! Como era legal!". Muito possivelmente porque podemos fazer do passado o que quissérmos, podemos colocar numa embalagem muito mais colorida e pensar que aquela realidade era muito mais doce, algo muito mais difícil de ser feito com o presente.). E foi tão incrivelmente desesperador, porque está passando e está acabando. E eu penso que talvez eu devesse ter aproveitado mais algumas coisas- mas me vinha a mente que para conseguir algumas coisas que eu sempre quis, era necessário abdicar de outras... é terrível isso na vida, de você ter que escolher entre uma coisa e outra. Mas quanto as coisas abdicáveis, não me arrependo, talvez não fosse necessário tantas coisas,porém, naquele tempo as coisas eram vistas de uma maneira diferente, as decisões não foram tomadas com o conhecimento que eu tenho hoje (o que talvez nem facilitaria tanto as coisas, pois cada dia tenho mais dúvida sobre o que eu realmente sei.) e sim com o conhecimento que eu tinha naquela época, sendo assim eu tomei a melhor decisão com as informações que eu tinha naquele momento. Ok, ok ok, começo a me perder aqui: isso é assunto para outro post!-, ou que eu deveria estar aproveitando mais algumas coisas aqui e agora. Também pensei no como eu sou incrivelmente desesperada pra viver,daquelas pessoas que acham que tudo é pra ontem e estão sempre correndo, com pressa e não consegue fazer absolutamente nada devagar! Mas como disse ela, correndo a gente tá, só não sabe pra onde, ou onde a gente quer chegar... talvez a gente até saiba, até que chegue lá e descubra que não era bem aquilo, até porque existe uma enorme diferença, que demora-se anos pra entender, entre aquilo que você quer e aquilo que você precisa. E no meio disso tudo, me veio uma imagem, como se todo mundo tivesse em uma esteira, correndo correndo correndo correndo correndo correndo correndo correndo correndo correndo sem chegar em lugar nenhum, como aqueles desenhos animados que o cachorro tinha uma salsicha na frente dele, no final da esteira e por mais que ele tentasse esticar, não conseguia alcançá-la e por mais que ele corresse, não saia do lugar. Começo a pensar que aquele movimento que fizeram para que as pessoas começassem a fazer as coisas mais devagar tenha razão. De repente, é como se meus amigos que moram aqui vivessem em outra cidade, pois os encontro praticamente na mesma frequência daqueles que estão em outro lugar. Talvez seja coisa daquelas crianças mimadas que não conseguem abrir muito mão das coisas e ver os novos horizontes que se abrem; que mesmo que ganhe 100 brinquedos legais vai querer aquele brinquedinho velho que tem um charme especial pelo tanto de coisas que viveram juntos; talvez seja assim que mesmo atrás das coisas, mesmo querendo chegar logo em alguma lugar, a gente sempre quer um pedacinho daquilo que era de alguma forma nosso, nem que fosse só uma fase. De qualquer forma, fiquei pensando nisso, nessa coisa super filosófica que me falaram em plena quarta-feira quando eu tomava uma caneca de café pra tentar espantar o sono e concentrar pelo menos um poquinho naquilo que eu devia fazer correndo para chegar lá... onde era lá mesmo?!
Foi assim que a moça que trabalha aqui em casa disse pra mim, e eu fiquei pensando nas milhões de coisas que estavam por trás disso. Acho que pra ela, dizia respeito sobre como a filha dela tem crescido rápido,mas quando ela me disse isso, foi como se passasse um filme na minha mente (como aqueles que as pessoas dizem ver antes de morrer. Talvez seja coisa de gente nostálgica mesmo, isso de querer ficar revendo as imagens na mente e pensando: "Nossa! Como era legal!". Muito possivelmente porque podemos fazer do passado o que quissérmos, podemos colocar numa embalagem muito mais colorida e pensar que aquela realidade era muito mais doce, algo muito mais difícil de ser feito com o presente.). E foi tão incrivelmente desesperador, porque está passando e está acabando. E eu penso que talvez eu devesse ter aproveitado mais algumas coisas- mas me vinha a mente que para conseguir algumas coisas que eu sempre quis, era necessário abdicar de outras... é terrível isso na vida, de você ter que escolher entre uma coisa e outra. Mas quanto as coisas abdicáveis, não me arrependo, talvez não fosse necessário tantas coisas,porém, naquele tempo as coisas eram vistas de uma maneira diferente, as decisões não foram tomadas com o conhecimento que eu tenho hoje (o que talvez nem facilitaria tanto as coisas, pois cada dia tenho mais dúvida sobre o que eu realmente sei.) e sim com o conhecimento que eu tinha naquela época, sendo assim eu tomei a melhor decisão com as informações que eu tinha naquele momento. Ok, ok ok, começo a me perder aqui: isso é assunto para outro post!-, ou que eu deveria estar aproveitando mais algumas coisas aqui e agora. Também pensei no como eu sou incrivelmente desesperada pra viver,daquelas pessoas que acham que tudo é pra ontem e estão sempre correndo, com pressa e não consegue fazer absolutamente nada devagar! Mas como disse ela, correndo a gente tá, só não sabe pra onde, ou onde a gente quer chegar... talvez a gente até saiba, até que chegue lá e descubra que não era bem aquilo, até porque existe uma enorme diferença, que demora-se anos pra entender, entre aquilo que você quer e aquilo que você precisa. E no meio disso tudo, me veio uma imagem, como se todo mundo tivesse em uma esteira, correndo correndo correndo correndo correndo correndo correndo correndo correndo correndo sem chegar em lugar nenhum, como aqueles desenhos animados que o cachorro tinha uma salsicha na frente dele, no final da esteira e por mais que ele tentasse esticar, não conseguia alcançá-la e por mais que ele corresse, não saia do lugar. Começo a pensar que aquele movimento que fizeram para que as pessoas começassem a fazer as coisas mais devagar tenha razão. De repente, é como se meus amigos que moram aqui vivessem em outra cidade, pois os encontro praticamente na mesma frequência daqueles que estão em outro lugar. Talvez seja coisa daquelas crianças mimadas que não conseguem abrir muito mão das coisas e ver os novos horizontes que se abrem; que mesmo que ganhe 100 brinquedos legais vai querer aquele brinquedinho velho que tem um charme especial pelo tanto de coisas que viveram juntos; talvez seja assim que mesmo atrás das coisas, mesmo querendo chegar logo em alguma lugar, a gente sempre quer um pedacinho daquilo que era de alguma forma nosso, nem que fosse só uma fase. De qualquer forma, fiquei pensando nisso, nessa coisa super filosófica que me falaram em plena quarta-feira quando eu tomava uma caneca de café pra tentar espantar o sono e concentrar pelo menos um poquinho naquilo que eu devia fazer correndo para chegar lá... onde era lá mesmo?!
Quinta-feira, Abril 30, 2009
Lacuna Inc.

- Sabe que eu andei pensando que talvez as coisas seriam diferentes se pudéssemos esquecer?
-Diferente como?
- Nós poderíamos tentar. Você sabe que eu e você nos negamos constantemente a tentar porque não poderíamos voltar atrás se alguma coisa acontecesse e então, tudo se perderia. E o que eu sinto é tão excessivamente lindo e grande para se perder assim e relacionamentos afeitvo-sexuais sempre estragam tudo: você começaria a me odiar e eu surtaria; os finais são sempre tristes. Então nós permanentemente fingimos não ver nem saber aquilo que, no fundo, cada um de nós sabe (e sente). Resta assim só aqueles pequenos singelos momentos em que sublimamos tudo aquilo que queríamos. Como se cortássemos as pontas de um laço para que ele coubesse numa caixa; contudo, mesmo entrando na caixa, o laço não é o mesmo e acaba sendo incompleto; porém somente assim o laço continuará sendo laço e estará dentro da caixa.
"- Oh Jake! Nós poderíamos ter sido tão felizes juntos!
- Sim, Brett, é sempre agradável poder pensar nisso."
Assinar:
Postagens (Atom)